Ávila

Família da ilha Terceira, Graciosa e S. Jorge, descendente de Antão Gonçalves de Ávila, o Castelhano, nascido em Castela e falecido na Terceira em data que se desconhece; era filho de João Sanches de Bettencourt e Ávila e de Maria de Badilho. Fugiu de Castela para escapar às questões que dividiam a família de sua avó paterna, D. Elvira de Ávila, e acolheu-se à vila de Almeida, em Portugal, onde conheceu Afonso Gonçalves *Baldaia, um dos primeiros povoadores da Terceira, recém-descoberta. Antão Gonçalves acabou também por ir para a Terceira, onde casou com Inês Gonçalves de Antona, filha do Baldaia. Tiveram sete filhos, que têm inúmera descendência naquelas três ilhas, perpetuando os apelidos Ávila e Bettencourt.

Na segunda metade do século xvi, passou também à Terceira um certo Cristovão da Cruz de Ávila, natural de Castela e que faleceu em Angra a 19.8.1597, deixando uma sólida fortuna granjeada no comércio. É avô do capitão João de Ávila, um dos chefes do movimento da Restauração em Angra, e que instituiu um grande morgado a favor da sua neta D. Maria Paula Borges de Ávila, para casar com Manuel Paim da Câmara. Este morgado foi administrado pelos Pains da Câmara, até à extinção dos vínculos, sendo seu último administrador o 1.º conde da Praia da Vitória, Teotónio de Ornelas *Bruges, chefe do movimento liberal na Terceira. Jorge Forjaz e António Maria Mendes (Fev.1997)