aveleira

Nome vulgar do Corylus avelana (Corilaceae). Árvore de pequeno porte, raramente atingindo 6 m, ou arbusto ramificado, frequentemente cespitoso. Ritidoma pardo-acinzentado com manchas brancas, ramos muito flexíveis glandulosos, pubescentes quando jovens. Folhas caducas, alternas, simples, com estípulas precocemente caducas, de limbo bruscamente acuminado, duplamente serrado e mais ou menos pubescente na página inferior. As flores masculinas estão reunidas em amentilhos cilíndricos, densos, terminais ou axilares, que aparecem nos ramos do ano anterior no Outono que precede a floração. As flores femininas são isoladas, têm perianto sepalóide e estiletes vermelhos. O fruto é ovóide ou subesférico, de coloração castanho-clara na altura da maturação, com uma cicatriz larga e clara, pericarpo lenhoso. Os frutos são geminados ou aglomerados em maior número e estão envolvidos numa cúpula foliácea, carnuda na base, do tamanho do fruto ou ligeiramente maior, constituída pelos brácteas e bractéolas, aberta no cimo e irregularmente fendida.

A avelã entra na categoria dos frutos secos e tem grande interesse comercial. O fruto pode ser consumido em natureza depois de desprovido da casca e é muito utilizado em doçaria. A amêndoa finamente pulverizada e misturada com chocolate dá um dos mais apreciados doces (chocolate jianduja).

Os frutos com teores elevadíssimos em ácido oleico, o que não é regra nos óleos de sementes, contêm mais de 60 % de um óleo alimentar ou com outros usos idênticos aos do óleo de amêndoas doces. Descascados, usam-se com muita frequência para cobrir com chocolate, para o que muito contribui o seu formato subesférico.

É originária das zonas temperadas da Europa e Ásia Menor e possivelmente também de outras áreas asiáticas contíguas. Em Portugal comporta-se como espontânea em regiões do Noroeste e Centro do País em zonas húmidas de solos medianamente ácidos, às vezes sob coberto. J. E. Mendes Ferrão (1999)

Bibl. Coutinho, A. X. P. (1939), Flora de Portugal. Lisboa, Bertrand (Irmãos). Ferreira, A. J. C. A. (1992), Perspectiva da Cultura. Vila Real, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Álvarez-Requeijo, S. (1965), El avellano. Madrid, Ministerio de Agricultura. Galvão, H. P. (1968), A Cultura da Aveleira. Lisboa. Evreinoff, V. A. (1938), Les fruits à noyaux. Paris.