Avelar, Manuel Severino d
[N. Horta, 3.5.1809- ibid., 1867] Era filho de José Severino dAvelar, vice-cônsul de Espanha e importante negociante da ilha do Faial, e de sua mulher, Leocádia Mariana dAvelar. Em 1824, matriculou-se na Universidade de Coimbra com seu irmão primogénito, José Severino d*Avelar Júnior. Estavam no quarto ano do curso de Direito quando rebentou a revolução no País com a aclamação do Infante D. Miguel, rei absoluto, em 1828. Fechou-se a universidade e os dois estudantes faialenses alistaram-se no Batalhão dos Académicos, a favor do Partido Liberal, que foi derrotado.
Os irmãos Avelar emigraram para Inglaterra. Ali se conservou Manuel Severino até à entrada vitoriosa do duque de Bragança na cidade do Porto, altura em que regressou a Portugal e se dedicou à causa liberal. Retomou os seus estudos em Coimbra e formou-se em 1835. Logo depois partiu para o Maranhão, no Brasil, onde tinha um tio estabelecido. Ali se entregou à advocacia e adquiriu fortuna. Regressado aos Açores em 1838, casou com Maria Luísa de Sousa Machado, filha de João Paulino de Sousa e de Maria Teresa de Sousa, estabelecendo-se numa quinta pitoresca, nos arredores da Horta. Não seguiu a magistratura nem exerceu, publicamente, a advocacia, mas era muito procurado por litigantes, e as suas opiniões muito respeitadas. Foi substituto do juiz de Direito. Conselheiro do distrito da Horta, nomeado em 1840 e reeleito em 1842. Foi também vogal da Junta Governativa do Distrito em 1847.
Agraciado com o grau de cavaleiro da Ordem da Conceição em 1856 e nesse mesmo ano eleito presidente da Câmara Municipal da Horta. Nomeado procurador à Junta Geral do Distrito e seu presidente em 1857 e 1859, respectivamente. Acabou cego. Foram seus filhos o Dr. Manuel Aprígio Severino dAvelar, advogado distinto em S. Miguel, e António dAvelar Severino e Sousa, doutor em Matemática, falecido pouco depois do seu doutoramento. Manuel Jacinto de Andrade (Jun.1996)
