Avelar, Inácio Quintino de
[N. Sto. Quintino, Sobral de Monte Agraço, 10.6.1776- m. Lisboa, 1837] Bacharel em Medicina pela Universidade de Coimbra e cirurgião. Maçon, preso, em 1809, pela Inquisição, foi-lhe fixada residência na Golegã e na sequência da Setembrizada, deportado para os Açores, em 1810, sendo um dos deportados da *Amazonas responsáveis pela divulgação das ideias liberais no arquipélago. Preso no Convento de S. Francisco de Angra, reuniu a família nesta cidade e, a partir de 1813, passou a exercer com grande êxito a cirurgia. Regressou a Lisboa em 1820, mas mais de um filho fixou residência no arquipélago, entre eles Guilherme Quintino de *Avelar. Na capital continuou a militar na Maçonaria, sendo de novo exilado para Gibraltar (1823-26) e, por fim, preso em S. Julião da Barra entre 1831 e 1833, data em que se evadiu. J. G. Reis Leite (2002)
Bibl. Avelar, J. A. (1875), Alguns Factos da Vida dum Liberal Obscuro. Epizodio da Emigração nos Açores. Lisboa: 35-36. Marques, A. H. O. (1997), História da Maçonaria em Portugal. Lisboa, Ed. Presença, III: 430.
