Associação Comercial da Horta
A formação de uma associação comercial na Horta era aspiração antiga de inúmeros comerciantes locais que, devido às dificuldades sentidas pelo sector, viam na congregação de esforços a única saída para a resolução dos inúmeros problemas que afectavam a classe, dos quais se destacavam o mau estado do porto a que se associavam problemas com as ligações marítimas irregulares e insuficientes , má organização do serviço postal, que não possibilitava a troca de correspondência com a brevidade desejada, etc. Perante esta situação, um grupo de comerciantes resolveu, em 22 de Setembro de 1881, reunir-se para a constituição de uma associação dos comerciantes da ilha. Em nova reunião, a 26 do mesmo mês, foram aprovados os estatutos, compostos por 22 artigos distribuídos por 4 capítulos e eleitos os corpos administrativos. A presidência foi entregue ao visconde de Santana, ficando António de Lacerda Bulcão Jr. como secretário, José Caetano Resende como tesoureiro e Walter Bensaúde, Herbert Dabney, Rodrigo Alves Guerra, Manuel José Sequeira e Manuel Joaquim da Silva Meneses como directores. Os estatutos foram enviados a Lisboa para aprovação por parte do governo, facto que veio a acontecer por alvará de 14 de Junho de 1883.
Todavia, desde o início que a unidade da Associação se foi degradando, facto que motivou a constituição de uma nova associação, com estatutos aprovados por alvará de 9 de Novembro de 1893, cuja presidência foi entregue ao visconde de Santana, que se reuniu a 3 de Dezembro de 1893 para dar a conhecer aos sócios os novos estatutos.
Com o Estado Novo, a Associação alterou o seu nome para Grémio do Comércio, como ocorreu com outras associações congéneres. Fernando Guerra (Abr.1998)
