arvoredos notáveis

Presentemente, da floresta natural dos Açores apenas restam algumas manchas, principalmente na ilha do Pico, onde predomina o cedro-das-ilhas (Juniperus brevifolia v. azorica), e onde se encontram exemplares com vários séculos e de porte arbóreo. De resto, todos os restantes arvoredos notáveis são constituídos por espécies exóticas, grande parte delas introduzidas, nos Açores, nos meados do século xix, por ilustres açorianos da ilha de S. Miguel. Assim, com espécies florestais oriundas de todas as partes do mundo, criaram-se verdadeiros jardins botânicos, onde essas espécies foram devidamente testadas sob vários aspectos – a sua adaptabilidade ao novo meio ambiente e o seu interesse económico e paisagístico. Por esse facto, muitas delas expandiram-se depois por todas as ilhas, constituindo, presentemente, a base da riqueza florestal dos Açores. Os principais jardins botânicos (ou parques florestais) e matas criadas nos Açores, muitos deles bem conhecidos mundialmente e onde poderemos encontrar belos e monumentais exemplares de variadas espécies, situam-se na ilha de S. Miguel – Parque de Terra Nostra e Mata de José do Canto, nas Furnas, Jardim do José do Canto, Jardim de Sant’Ana e Jardim de António Borges, na cidade de Ponta Delgada, e Parque Dr. Caetano de Andrade A. de Bettencourt, nas Sete Cidades. Ernesto Goes (Jul.1996)