Arriaga, Miguel de

(M. de A. Brum da Silveira) [N. Horta, 27.7.1716 - m. Lisboa, 25.2.1773] Filho de José d’Arriaga e de Catarina Nodin, casou em Lisboa com Mariana Joaquina Apolónia de Vilhena Coutinho, dama de honor da rainha D. Maria I, e filha de Rodrigo António da Costa e de Rosa Inácia Clara, não tendo descendência. Por sua mãe, neto de Madame Louise de Peyrelongue, por morte de Manuel José de Peyrelongue, herdou a casa e representação desta família, como o direito a usar as armas concedidas por Luiz XV a David de Peyrelongue, gentil-homem da sua casa que salvara a vida a Luiz XIV. Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, iniciou a sua carreira aos 26 anos. Foi juiz de fora e corregedor na ilha da Madeira, juiz conservador da Universidade de Coimbra, desembargador da Casa de Suplicação, provedor e tesoureiro da Casa da Moeda, secretário das imediatas resoluções de Sua Majestade junto do conde de Lippe, cavaleiro da Ordem de Cristo, íntimo do marquês de Pombal, de que foi auxiliar. Luís Menezes (Set.1996)

Bibl. Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira (s.d.), Lisboa-Rio de Janeiro, Ed. Enciclopédia, III: 360. Lima, M. (1922), Famílias Faialenses (Subsídios para a História do Faial), título Arriagas. Horta, Tip. Minerva Insulana. Serpa, A. F. (1910), Dados Genealógicos e Biográficos d’Algumas Famílias Fayalenses. Lisboa, Liv. Ferin: 12-13.