arraião
Nome vulgar da espécie de peixe Myliobatis aquila (Myliobatidae) segundo Ferreira (1939). Collins (1954) indica arrião, que pode ser considerado um erro tipográfico, e o Instituto da Conservação da Natureza (1993) aponta ratão, um nome usado em Portugal. O nome arraião alude às grandes dimensões do disco (corpo), mais largo do que longo, devido ao grande desenvolvimento das barbatanas peitorais, falciformes, cujas margens anteriores continuam pelos lados da cabeça para juntar os lobos sob o focinho. Em indivíduos de envergadura média a grande, o disco pode atingir entre 2 e 4 m. Ao corpo segue-se a cauda longa e adelgaçada, terminando em ponta, que tem na base uma barbatana dorsal, pequena e de base estreita, seguida de um espinho denteado. A sua biologia é mal conhecida. Alimenta-se de crustáceos e moluscos que vivem sobre o fundo do mar. Ovovivíparas, as fêmeas criam 3 a 7 embriões, durante 6 a 8 meses de gestação. Comum no Atlântico e no Mediterrâneo, a sua ocorrência nos Açores é conhecida desde Hilgendorf (1888), onde tem sido capturada em águas costeiras pouco profundas. Ferreira (1939) considera que esta espécie não é rara nos Açores. Luís M. Arruda (Fev.1996)
Bibl. Collins, B. L. (1954), Lista de peixes dos mares dos Açores. Açoreana, 5, 2: 103-142. Ferreira, E. (1939), Seláceos dos Açores. Açoreana, 2, l: 79-97. Hilgendorf, F. M. (1888), Die Fische der Azoren, In Simroth, H. (ed.), Zur Kenntniss der Azorenfauna. Archiv für Naturgeschichte, 1, 3: 179-234. Instituto da Conservação da Natureza (1993), Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, vol. III: Peixes Marinhos e Estuarinos. Lisboa, ICN.
