arboricultura

Os primeiros povoadores depararam com densos arvoredos naturais, desde o litoral até aos cumes mais elevados. O fraco valor madeireiro das espécies silvestres, por um lado, e a arroteia de largas áreas para o cultivo de produtos alimentares, por outro, reduziram significativamente a cobertura vegetal existente. Assim, surgiu a necessidade de incrementar a plantação, embora tardiamente, de espécies exóticas e de proteger os povoamentos naturais em melhor estado de conservação. Actualmente, podem ser considerados mais significativos três tipos de povoamentos florestais no arquipélago: (a)  Plantações de natureza privada, com predomínio da criptoméria, da *acácia-preta e do eucalipto, este com maior representação na ilha Terceira. (b)  Plantações pelos serviços oficiais, em terrenos baldios, especialmente da criptoméria, que se revelou uma espécie de enorme interesse económico na produção de madeira de construção e nas cortinas de abrigo das pastagens, e também o pinheiro-bravo, que ocupa áreas significativas nos terrenos pedregosos (mistérios e biscoitos) das ilhas do Pico e do Faial. (c) Povoamentos naturais protegidos (reservas florestais e parques de recreio) em todas as ilhas, com a área total de 5600 ha, onde estão salvaguardadas espécies primitivas de reconhecido interesse botânico ambiental, como Juniperus brevifolia, Ilex perado, Myrica faya, Erica azorica, Laurus azorica e quase todos os outros endemismos da flora açoriana. Importantes são também os parques e jardins de natureza pública e privada com numerosas espécies introduzidas de várias partes da Terra e que constituem espólio de alto valor científico. Ver Áreas protegidas. Ilídio Botelho Gonçalves (Mai.1997)