Arauto (O)
1 Jornal publicado na ilha do Faial. O n.º 1 é de 1.11.1888. Os seus redactores foram J. Graça, M. Lima Jr. e A. Baptista que a partir de Abril de 1889 passa a figurar como redactor principal. O Arauto assumia-se como uma publicação literária pois «os nossos jornaes litterarios tem desaparecido. No entretanto, quando todos os partidos tem os seus representantes e defensores as lettras tambem requerem ser representadas e defendidas» (O Arauto, ano 1, n.º 1, 1.11.1888). Daí que um dos principais propósitos do jornal «é dar ao publico notícias desenvolvidas do movimento litterario do paiz, que não é pequeno [...] é contribuir com o nosso pequeno contingente para alimentar esse amor das lettras, de que os fayalenses já tem dado tantas provas em muitas das suas tentativas litterarias» (ibid.). Composto e impresso na Tipografia do Arauto (R. de S. João, contígua ao n.º 15), com redacção na Alameda da Glória, n.º 2, 1.º andar, o jornal apareceu com 8 pp., a duas colunas, com mancha de 26 x 18 cm. A partir do n.º 7, de 27.1.1889, passou a semanal, com quatro páginas a três colunas e mancha de 27,5 x 21 cm. Esta alteração destinou-se aos leitores «muitos dos quaes hão de preferir uma pagina todas as semanas, a um volume quinzenal...» e a permitir uma maior publicidade «a dar aos annuncios litterarios das obras que recebemos...» (O Arauto, ano 1, n.º 7, 27.1.1889). Este propósito apenas durou até Junho, altura em que se anunciou a passagem do jornal a quinzenal (o que não foi cumprido); em Agosto aparece novamente como semanal, de formato maior, com quatro colunas, mancha de 35 x 24,5 cm, para em Setembro do mesmo ano mudar outra vez: assumia-se como quinzenal, com 8 pp. ilustradas, capa e contracapa a cor, mancha de 24 x 15 cm e assim se manteve até terminar em 15.10.1889, no n.° 29. 2 Jornal diário publicado na ilha do Faial. O n.º 1 é de 24.11.1913. Foi seu proprietário e editor António Pinheiro de Faria e redactor António Baptista. Com redacção, administração e oficinas sedeadas na R. Miguel da Silveira, n.º 18, O Arauto apresentava-se inicialmente com 4 pp., a 5 colunas e mancha 43 x 30 cm, tendo, depois, alterado o formato para uma mancha de 34,5 x 22,5 cm. Assumia-se como jornal literário, de combate e de propaganda, um «[...] Pregoeiro do Progresso; o nuncio da Justiça; o proclamador da Verdade...» (O Arauto, ano 1, n.º 1, 24.11.1913). 3 Revista quinzenal publicada na ilha do Faial, sendo seu director, proprietário e editor António Baptista. O n.º 1 é de 15.12.1914 e foi sua intenção renovar «[...] a velha guarda, que adormeceu sobre montões de louros, para que se erga e cante e ilumine o caminho aos que chegam, dando-lhes alento e vida, de maneira que esta geração possa amanhã manter ou, quiçá, crear uma literatura açoreana» (ibid., ano 1, n.º 1, 15.12.1914). Contando com a «colaboração dos principaes escriptores açoreanos» (como ostenta no seu cabeçalho), a revista inclui trabalhos literários de autores como Rodrigo Guerra, Osório Goulart, Marcelino Lima, Ernesto Rebelo, Manuel Joaquim Dias, Florêncio Terra, J. Machado Serpa, Roberto de Mesquita, Nunes da Rosa, Garcia Monteiro, Silvina de Sousa e Antero de Quental, entre outros. Com redacção, administração e oficinas na Vista Alegre Horta, O Arauto era, no entanto, impresso em Lisboa. Apresentava-se com 14 pp. Em 15.10.1920 era reiniciada a numeração da revista (ano 1, n.º 1), alterado o cabeçalho («Restrita e escolhida colaboração») e passava a ser composta e impressa na Tipografia do Povo, R. S. João, 78-80 (Angra do Heroísmo). Em 1921 era apenas publicado um exemplar, mudando-se o cabeçalho da revista e deixando de ser numerada, situação que se manteve no ano seguinte. Jorge Costa Pereira (Out.1996)
