araçá

HISTÓRIA NATURAL Fruto do araçaleiro, Psidium littorale, planta originária do Brasil. O araçá é uma baga globosa, coroada pelo cálice persistente, lembrando a miniatura de uma romã, com polpa branca a rosada e translucente, doce, perfumada, um tanto ácida, com numerosas sementes bastante duras.

Há nos Açores dois tipos de araçá, bem distintos quando maduros, os de epiderme amarela e os de epiderme vermelho-escura. Os amarelos são produzidos pelo P. littorale, var. littorale, os vermelhos pelo P. littorale, var. longipes. Os amarelos merecem normalmente a preferência dos Açorianos, pois apresentam frutos maiores, mais saborosos, de epiderme mais macia, mais próprios para serem consumidos em natureza. Os vermelhos, mais pequenos e de epiderme mais dura, conferem uma tonalidade rosada aos produtos com eles confeccionados. Aparece ainda, por vezes, um araçá de características intermédias, vermelho-claro ou com pinceladas amarelas e vermelhas, possivelmente resultante do cruzamento natural das duas variedades acima apontadas.

CONSUMO Os maiores consumidores de araçá em natureza são as crianças, que gostam de «comer na árvore» esses pequenos frutos, que nessas condições apresentam aroma e paladar muito superiores, e o melro-preto, que os devora sempre que pode mas, em recompensa, enche os jardins com os seus trinados e é o principal responsável pela disseminação do araçaleiro. O araçá nos Açores, além de ser consumido em natureza, é usado na confecção de compotas e geleias. A aguardente deste fruto é também muito apreciada, mas produzida apenas em pequenas quantidades. Raquel Costa e Silva (Out.1996)

Bibl. The New Royal Horticultural Society Diccionary of Gardening (1992). Londres, III: 748.