apicultura

É a ciência da criação das abelhas-de-mel (Apis mellifera L.), tendo em vista a obtenção de vários produtos, tais como mel, cera, pólen, geleia real, própolis, e ainda a sua utilização como polonizantes das culturas horto-frutícolas. O clima ameno dos Açores e a ausência de doenças graves das abelhas são propícios ao desenvolvimento da apicultura na região. A diversidade e riqueza da flora açoriana contribui para a obtenção de mel de tipo variado e de alta qualidade, obtido em condições naturais e isentas de poluição. Os apicultores nos Açores estão organizados em cooperativas de produtores, existindo actualmente quatro organizações: Casermel, em S. Miguel; Cooperativa Flor do Incenso, no Pico; Fruter, na Terceira; e Associação Apícola do Faial, no Faial.

No arquipélago dos Açores existe um Centro Experimental e de Formação Apícola, sediado em S. Miguel. Este Centro desenvolve várias actividades, entre as quais podemos destacar: apoio técnico aos apicultores; formação profissional, sobretudo cursos de iniciação em apicultura, para jovens; estudos de produção de mel, geleia real, pólen e veneno; estudos de produção e métodos de criação de rainhas; normalização de colmeias e outros materiais apícolas; estudos de flora melífera e respectivas zonagens; apicultura biológica; diagnóstico das doenças das abelhas; estudos de polinização de várias culturas horto-frutícolas; trabalhos de selecção e melhoramento de raças de abelhas regionais. Os apicultores nos Açores utilizam as abelhas-de-mel com vista à obtenção dos produtos directos da colmeia referidos acima (mel, polen, geleia real, própolis) e produtos indirectos resultantes da transformação do mel (aguardente, hidromel, vinagre), e ainda o trabalho das abelhas na polinização das culturas horto-frutícolas que contribui para o aumento da produtividade destas. Tudo isto tem proporcionado aos apicultores uma fonte de rendimento. Manuel Moniz da Ponte (Mai.1996)