antenarídeos
Nome dado aos peixes que pertencem à família Antennariidae. Segundo Pietsch (1986), os indivíduos deste taxon têm o corpo curto, globoso, ligeiramente comprimido. A boca é grande, oblíqua a vertical, com dentes numerosos, pequenos e viliformes. A abertura branquial é reduzida a um pequeno poro, colocado atrás da base da barbatana peitoral. O primeiro espinho dorsal é livre e coberto com pele. O lobo da barbatana peitoral é alongado, em forma de pata. A pele é espinhosa ou nua, coberta, muitas vezes, por filamentos ou abas membranosos. Estes peixes vivem no fundo, em águas pouco profundas, ou entre algas flutuantes. Atraem as presas movimentando uma estrutura, como um isco, existente sobre o primeiro espinho da barbatana dorsal, o illicium. O nome da família provém deste conjunto em forma de antena. Para o mar dos Açores estão referidas as espécies:
Antennarius nummifer, uma espécie, segundo Pietsch e Grobecker (1987), com distribuição geográfica indo-pacífica típica, mas que está bem representada em localidades insulares do Atlântico Este, incluindo os Açores, a Madeira, as Canárias e Santa Helena. Espécie de pouca profundidade, em média menos de 25 m, no Atlântico Este pode ocorrer até cerca de 300 m. Pietsch e Grobecker (1987) referem existir um exemplar depositado no Museu Municipal do Funchal, colhido no Faial;
Antennarius radiosus, de que, segundo Ferreira (1940), existe um exemplar no Museu Carlos Machado, em Ponta Delgada, presentemente não localizável, capturado no mar das Velas, ilha de S. Jorge, a 10 m de profundidade;
Antennarius senegalensis, de que Azevedo e Heemstra (1995) referem um exemplar, no Museu Carlos Machado, capturado duas milhas a sul de Ponta Delgada, entre 130-140 m de profundidade, em Março de 1994. Segundo Pietsch e Grobecker (1987), A. radiosus e A. senegalensis pertencem ao grupo A. ocellatus, pelo que a ocorrência de A. radiosus referida por Ferreira (1940) necessita de confirmação; e
Histrio histrio, que vive em águas tropicais a temperadas do Atlântico, do Índico e do Pacífico. Espécie pelágica, a sua distribuição, segundo Dooley (1972), está largamente dependente das capacidades de dispersão do sargaço flutuante, com o qual é, aparentemente, uma associada obrigatória, podendo mudar de cor rapidamente, simulando as algas envolventes. É transportada, pelas correntes marinhas, a enormes distâncias. Zugmayer (1911) relata ter sido capturado um exemplar a sudoeste do arquipélago açoriano (31.° 38 N - 42.° 38 W) durante a campanha científica do príncipe Alberto I de Mónaco, em 1905, mas Pietsch (1986) e Pietsch e Grobecker (1987) referem ocorrer nos Açores. Luís M. Arruda (Mai.1996)
Bibl. Azevedo, J. M. N. e Heemstra, P. C. (1995), New records of fishes from the Azores. Arquipélago (Life and Marine Sciences), 13A: 1-10. Dooley, J. K. (1972), Fishes associated with the pelagic sargassum complex, with a discution of the sargassum community. Contributions to Marine Sciences, 16: 1-32. Ferreira, E. (1940), A pesca da albacora em 1938 e 1939 e pediculados nos Açores. Açoreana, 2, 3: 129-134. Pietsch, T. W. (1986), Antennariidae, In Whitehead, P. J. P., Bauchot, M.-L., Hureau, J.-C., Nielsen, J. e Tortonese, E. (eds.), Fishes of the North-Eastern Atlantic and the Mediterranean. Paris, UNESCO: 1364-68. Pietsch, T. W. e Grobecker, D. B. (1987), Frogfishes of the World. Stanford,
