anoneira
Annona cherimola (Annonaceae). Dicotiledónea. Esta espécie originária da zona norte dos Andes, Peru e Equador, é tolerante ao frio e produz melhores frutos nas zonas subtropicais mais frescas do que nas regiões quentes. Actualmente, as maiores áreas de cultura desta espécie, na Europa, localizam-se no Sul de Espanha, nas zonas abrigadas da Costa do Sol e na América, no Chile.
HISTÓRIA NATURAL Nos Açores, a anoneira é uma pequena árvore que normalmente não ultrapassa os 5 m, de copa irregular. Os lançamentos, inicialmente amarelos e pubescentes, tornam-se acastanhados e tomentosos. As folhas, simples, alternas, inteiras, pecioladas, ovado-lanceoladas, acuminadas, com página inferior aveludado-tomentosa, podem atingir 15 x 10 cm e são ligeiramente perfumadas. As flores hermafroditas, muito aromáticas têm 3 sépalas e 6 pétalas, são geralmente solitárias, externamente amarelas a acastanhadas e internamente maculadas de púrpura na base. O fruto encontra-se descrito em *anona.
CULTURA A anoneira exige solos de boa qualidade, fundos e férteis, boas fertilizações e abrigo de ventos fortes. A propagação é normalmente praticada a partir de indivíduos obtidos de semente sobre os quais se enxertam as cultivares pretendidas. O enraizamento de estacas é difícil. A cultivar escolhida para enxertar parece ser um dos factores com grande influência na produtividade. «As cultivares comerciais mais utilizadas nas zonas do litoral mediterrânico são Campas e Fino Jete, destacando-se esta última pela elevada produtividade» (Castaño, 1990). A polinização insuficiente pode também estar na base de baixas produções e do aparecimento de frutos de forma irregular. O Chile ultrapassou estes problemas praticando a polinização manual. A polinização de 600 flores permite uma produção de 500 frutos por árvore, com calibre médio e forma impecável. Em Espanha e Israel, têm-se feito estudos dos insectos que intervêm na polinização e na forma de os atrair. Nos Açores vem-se usando semear milho junto das anoneiras, para atrair insectos que auxiliem a polinização. A boa frutificação exige também podas e todos os amanhos culturais próprios das árvores de fruto. Esta espécie, cujo interesse comercial tem aumentado, vem sendo objecto de melhoramento no sentido de conseguir cultivares cujo fruto tenha sementes em menor número e mais pequenas, conservando as restantes características desejáveis. Raquel Costa e Silva (Out.1996)
Bibl. Castaño, A. H., Barceló-Muños, A., Pliego-Alfaro, F. (1990), Micropopacion de Chirimoyo, Annona cherimola Mill, en Fase Juvenil. Actas de Horticultura, I Congresso Ibérico de Ciências Hortícolas. Lisboa. The New Royal Horticultural Society Diccionary of Gardening (1992), Londres, I: 183-185.
