Angra, Alfredo Matos

[N. Angra do Heroísmo, 21.6.1845 - m. Porto, 26.10.1927] Jornalista, comediógrafo e poeta. Devido à colocação do pai na cidade do Porto, abandona a ilha Terceira aos 7 anos de idade. Concluídos os estudos, começou a trabalhar como caixeiro numa casa de vinhos, iniciando, ao mesmo tempo, a actividade jornalística no Clamor do Povo, em 1863, assinando os artigos com o pseudónimo de Corina de Magalhães. Pouco depois, dedica-se ao jornalismo a tempo inteiro, integrando o corpo redactorial de A Actualidade, onde trabalhou durante 23 anos. Transitou por outros jornais (Ideia Nova, Jornal do Porto, Diário da Tarde e Voz Pública) até se tornar redactor efectivo do Comércio do Porto, de 1892 a 1922, altura em que se reformou. Distinguiu-se sobretudo como jornalista, mas publicou também traduções de romances franceses e deixou uma vasta obra como romancista, comediógrafo e poeta. Carlos Enes (Fev.1998)

Obras principais: Romance: Amor e ousadia; A sobrinha do Major; A Fidalguinha; O meu romance; Amor em guerra aberta; Maria Natália. Teatro: Narciso com dois pés; Medico para creanças; A minha outra metade; Primeiro, experimentar; Jorge; A Mulher-Homem; Fumaças de Leão. Poesia: Neblinas da Tarde.

 

Bibl. Comércio do Porto (1927), 27 de Outubro. Portugal, Madeira e Açores (1927), 8 de Novembro. A União (1927), 22 de Novembro.