Andrade, Ilídio Bettencourt de

[N. Angra do Heroísmo, 11.1.1898 - m. EUA, 1988] Iniciou os estudos musicais com a sua mãe, Adelaide Clotilde Bettencourt de Andrade, professora de piano e de dança que sempre o incentivou. Aos 12 anos já praticava em casa cerca de três horas de piano por dia. Por essa altura, continuou os seus estudos com a pianista terceirense Maria das Mercês Corte-Real. Aos 15 anos começou a tocar piano no Teatro Angrense e órgão na Sé. Apesar de profissionalmente ter sido professor primário, tinha uma grande paixão pela música, tendo tocado em quase todas as casas de espectáculos dos Açores. Em Outubro de 1930 foi contratado para pianista da orquestra Ideal-Cine, em Ponta Delgada. Desempenhou ainda a função de organista acompanhador de diversas capelas das ilhas Terceira e S. Miguel. Tocou piano e dirigiu a sua própria orquestra nos lugares mais selectos, apresentando algumas das suas obras. Como compositor, para além de cerca de 60 peças de música profana e religiosa, escreveu também a música das revistas Lanterna Mágica, Tabaco Habilitado, Pérolas Açorianas e Voz do Povo, e ainda a música das comédias Um baptizado em Caneças e Maria da Praça. Com 80 anos de idade, e continuando ainda a compor, emigrou para os Estados Unidos da América. Ana Paula Andrade (Nov.1996)

Bibl. Melo, M. M. (1956), Música nos Açores - Apontamentos para um dicionário de músicos açorianos. Insulana, XII, 2: 361.