andebol

Ao longo de décadas, o andebol português resumiu-se a um con­fronto entre clubes das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto. Até aos anos 50, tal como no resto do mundo, praticava-se quase em exclusivo a variante de 11, em campos de ar livre comuns ao futebol. Depois da Segunda Guerra Mundial a grande difusão do andebol fez que a variante de 7, praticada em pavilhões cobertos, começasse a ganhar ascendente e em poucos anos o andebol de 11 desapareceu em Portugal. Nos Açores o progresso do andebol é muito recente: nos anos 80 era ainda incipiente e quase exclusivamente praticado por escolares e clubes de pequenos recursos. É o caso do Des­portivo de S. Roque (da ilha de S. Miguel), do Boa Viagem (da Terceira) e do grupo escolar do Liceu da Horta (no Faial). Os confrontos com a selecção da Madeira, regra geral, saldavam­-se em pesadas derrotas para a selecção açoriana. Por um conjunto favorável de circunstâncias, desde o recruta­mento de bons praticantes no Leste Europeu, à explosiva ascensão de valores açorianos, o Sporting Clube da Horta logrou atingir a principal divisão masculina do andebol português, em meados dos anos 90, e nela permaneceu até 1998. Não atingindo o nível da consolidação de qualidade como no caso do atletismo ou do judo, o andebol açoriano do final do século xx é, contudo, já respeitado fora do arquipélago. Pedro de Almeida (Abr.1998)