amoreiras

São fruteiras pertencentes à família das Moráceas e a diversas espécies do género Morus.

As espécies conhecidas e mais utilizadas são a Morus alba (amoreira-branca), a Morus celtidifolia, originária das zonas subáridas dos Estados Unidos da América até ao México, a Morus indica, originária dos Himalaias e cultivada na Índia, e a Morus nigra (amoreira-preta).

A amoreira branca e a amoreira-preta foram das primeiras espécies arbóreas introduzidas nos Açores e já no século xvii, na ilha de S. Miguel, se incentivava a plantação da amoreira-branca, por ser a mais apropriada para a criação do bicho-da-seda (Costa, 1989). Presentemente, devido ao desinteresse pela criação deste animal, as amoreiras apenas são plantadas como árvores ornamentais e a amoreira-preta também, em algumas quintas, devido aos seus frutos comestíveis.

A amoreira-branca, originária da China, é uma árvore de caule simples com folhas alternas, simples, de limbo ovado cordiforme, fino, liso, algo empolado entre as nervuras, serrado, inteiro ou dobrado, verde-claro, quase glabro ou apenas pubescente na nervura principal, flores reunidas em amentilhos densos, dando como fruto uma sorose pedunculada, branca ou rosada na altura da maturação, insípida ou doce, consoante as variedades.

A amoreira-preta, originária da China, segundo alguns autores, ou da Rússia meridional ao Japão segundo outros, é uma árvore de pequeno porte, de ritidoma rugoso, folhas alternas, pecioladas, cordiformes, de limbo pubescente e áspero, agudo e dentado, flores em amentilhos densos dando um fruto carnudo, tipo sorose, séssil ou sub-séssil, passando com a maturação do verde ao vermelho-arroxeado, quase negro. J. E. Mendes Ferrão e Ernesto Goes (Jul.1996)

Bibl. Calabrese, F. (1993), Fruticoltura tropicale e subtropicale, Bolonha, Edagricole- Ed. Agricole. Correia, P. (1926-1978), Dicionário das plantas úteis do Brasil e das plantas exóticas cultivadas, Rio de Janeiro, Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio. Costa, C. (1989), Etnologia dos Açores. Lagoa, Câmara Municipal, I: 119-121. Gomes, P. (1977), Fruticultura brasileira, S. Paulo, Liv. Nobel. Popenoe, W. (1920), Manual of tropical and sub-tropical fruits, Nova Iorque, Churchill.