Amor da Pátria

Loja maçónica Fundada no seio da Confederação Maçónica Portuguesa, em 28.11.1859, na Horta, onde ficou registada com o n.º 20, trabalhando no Rito Francês. Em 1867 transitou para o Grande Oriente Português e, em 1869, para o Grande Oriente Lusitano Unido, onde ficou registada com o n.º 9. Em 1870 (18.6) foi elevada à condição de Loja Capitular. Em 1905 foi-lhe conferido o título de Augusta e Benemérita. Em 1928 (19.6) mudou para o Rito Escocês Antigo e Aceite, tendo sido instalada neste rito a 10.1.1929 e elevada igualmente à condição de Loja Capitular em 1930 (30.3). Abateu colunas em data desconhecida, durante o período de clandestinidade (1935-74). Constituiu-se em associação profana, primeiro com a designação de Gremio Litterario Artista e depois com o de Sociedade Amor da Pátria. Fundou, em 2.7.1862, a Caixa Economica Fayalense, assim como, noutras datas, diversas escolas primárias e ainda um Asilo da Infância Desvalida. Construiu de raiz uma sede própria de grande beleza arquitectónica, onde funcionou durante alguns anos a Assembleia Regional dos Açores. Para o período de 1859 a 1869 os nomes dos irmãos do seu quadro, conhecidos, foram publicados por A. H. O. Marques (1990: 277-78, 320). Para 1892, veja-se J. A. Dias (1995: 280-82). Conhecem-se os seus seguintes veneráveis: 1867-69 - José Bettencourt Vasconcelos Correia e Ávila (Martim de Freitas); 1870 - Manuel Maria da Terra Brum; 1875-76 - Miguel Street d’Arriaga; 1877 - Manuel Maria da Terra Brum. João Alves Dias (1999)

Sociedade Agremiação recreativa fundada a 28.11.1859, na cidade da Horta, ilha do Faial, sendo seus sócios fundadores Manuel Maria da Terra Brum (3.º barão da Alagoa), seu irmão João José da Terra Brum, João de Bettencourt Vasconcelos Correia e Ávila, Laureano Pereira da Silva, João António Morisson, Manuel Veloso de Carvalho, José Afonso Botelho de Andrade, António Joaquim de Almeida Beja, Francisco da Silva Carvalho, os irmãos António e Manuel Garcia da Rosa (filhos do barão da Areia Larga), Roberto Augusto de Mesquita, João Pereira Sarmento e Manuel José Bettencourt. Esta sociedade, com origem numa loja maçónica da Horta com aquela designação, é considerada a primeira sociedade de recreio da história desta cidade açoriana, ainda hoje existente. Com primeira sede instalada no solar do morgado José Francisco da Terra Brum (2.º barão da Alagoa), à actual Rua D. Pedro IV, desenvolveu, para além de diversas actividades culturais, actividades de carácter económico e de assistência. Promovendo saraus literários e artísticos com fins de beneficência e tendo em funcionamento um gabinete de leitura, a 5.11.1860 inaugurou uma escola primária nocturna e em Agosto de 1862 estendeu a sua actividade ao crédito bancário, abrindo a Caixa Económica Faialense. Depois de um violento incêndio ocorrido a 13.8.1930, que destruiu por completo a casa do morgado que se tornara sede desta sociedade, foi inaugurado a 30.6.1934 o actual e amplo edifício da autoria do arquitecto Norte Júnior, onde, em 1976, aquando da institucionalização da autonomia política e administrativa do arquipélago dos Açores, e durante alguns anos, funcionou a Assembleia Legislativa Regional dos Açores. Pela Resolução 64/84 de 30 de Março, o edifício onde se encontra instalada a Sociedade Amor da Pátria foi classificado como «imóvel de interesse público». Luís Menezes (Nov.1995)

Bibl. Boletim Oficial do Grande Oriente Lusitano Unido (1869-1930), Lisboa. Costa, F. C. (1959), O Faial ao longo de cinco séculos. Boletim do Núcleo Cultural da Horta, 2, 1, Dezembro: 47- 63. Lima, M. (1940), Anais do Município da Horta. Famalicão, Of. Gráficas Minerva: 506-508. Marques, A. H. O. (1986), Dicionário de Maçonaria Portuguesa. Lisboa, Ed. Delta, I. Id. (1990), História da Maçonaria em Portugal. Lisboa, Ed. Presença, II. Id. (1996), Ibid., Lisboa, Ed. Presença, II. Id. Dias, J. J. A. (1995), O Amor da Pátria é o único astro que nos guia: A Maçonaria na ilha do Faial em 1892. Horta, Núcleo Cultural da Horta.