ameixa

Fruto da ameixeira. No tempo em que circulavam iates fazendo cabotagem pelas ilhas dos Açores, ou seja, pelos anos 50-60, o Pico e a Graciosa funcionavam como principais abastecedores deste fruto. Escoavam a sua produção e davam aos açorianos a possibilidade de apreciar este fruto fresco. Na Terceira também havia alguma produção, principalmente para autoconsumo. Predominavam as ameixeiras híbridas japonesas, ocupando a «Santa Rosa» o primeiro lugar. Várias coisas aconteceram desde então. Os iates desapareceram e com eles a facilidade de transporte a baixo custo. A pastagem alargou-se invadindo mesmo as zonas tradicionalmente dedicadas a pomar. Implantou-se o hábito de importar fruta cujo aspecto nem sempre corresponde ao paladar. No entretanto, por outras zonas do mundo, nomeadamente no Japão, na França e na Inglaterra, a produção de ameixa vem-se alargando. A versatilidade deste fruto deve ter sido determinante desse incremento. O hábito de consumir ao pequeno-almoço ameixa seca, demolhada umas horas e cozida com um pouco de açúcar, vem-se generalizando por todo o mundo. Conduz à regularização dos intestinos, além de ser delicioso e nutritivo. As compotas de ameixa são fáceis de confeccionar e estão na moda. As tartes e pudins deste fruto são especialidades famosas de eminentes cozinheiros e receitas obrigatórias de qualquer bom livro de culinária. Raquel Costa e Silva (Nov.1996)

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