Amaral Júnior, Constantino

(C. Magno do A. Jr.) [N. Praia do Almoxarife, ilha do Faial, 14.10.1894 - m. Horta, 26.3.1947] Filho de Constantino Magno do Amaral e de Maria Cristina do Amaral. Diplomado pela Escola do Ensino Normal da Horta em 1913, leccionou nos Cedros, Faial, onde foi um dos fundadores da União dos Lavradores que, numa pequena fábrica de lacticínios, produziu o primeiro queijo vermelho na ilha, tipo holandês; colaborou na fundação da Associação Educativa União e Progresso, 1927, da filarmónica Lira Campesina Cedrense, 1927, e da revista quinzenal O Eco Cedrense, 1928. Nomeado inspector escolar interino em 2.3.1927, passou a efectivo em 27.4.1933 e lançou-se na campanha contra o analfabetismo, elevando o distrito da Horta a segundo lugar no sector masculino e ao primeiro no feminino, em 1939. Residente na Horta, foi um dos fundadores e director do Correio da Horta. Publicou (para a escola): Anuário do Professor Primário e Exercícios e Problemas para a 3.ª Classe. Introduziu a máquina de cinema no ensino escolar e, com permissão do ministro da Educação, tornou obrigatório o ensino do bandolim na Escola do Magistério Primário da Horta. De 1936 a 1939 escreveu três peças de teatro: Quem Dá aos Pobres (infantil, 1 acto), Atribulações do Senhor Pereira (estudantes liceais, 1 acto), Deus os Fez (amadores, 3 actos), editadas por Artes Gráficas, Angra, em 1994. Compôs três operetas infantis, em 1 acto, com música sua: No Recreio, Vindimando e Sol de Primavera, além do Hino Escolar. Entre outras composições musicais suas destacam-se uma Missa para crianças, no Ano dos Centenários, e, do folclore regional, uma rapsódia: Cantigas da Nossa Terra. Júlio da Rosa (Nov.1995)

Bibl. A Vida (1959), 11 de Dezembro. Correio da Horta (1947), 27 de Maio.