alopiídeos

Nome dado aos tubarões da família Alopiidae. Pertencem a este taxon grandes indivíduos, até 6 m de comprimento, que se distinguem pela barbatana caudal fortemente assimétrica, com o lobo superior extremamente alongado e de comprimento idêntico ao do corpo. As narinas estão completamente separadas da boca porque não existem sulcos entre elas. Estes peixes são ovovivíparos, pelágicos e ocorrem em águas baixas ou profundas dos mares temperadas e tropicais, alimentando-se, principalmente, de peixes pelágicos que capturam quando descrevem círculos, sucessivamente mais pequenos, em volta dos cardumes, agitando a água com a sua cauda longa, mas também lulas e crustáceos pelágicos.

No mar dos Açores ocorrem as espécies Alopias superciliosus e A. vulpinus, ambas conhecidas como *tubarão-raposo, segundo o Instituto da Conservação da Natureza e, o segundo, como romano ou romão, de acordo com Ferreira (1939). Segundo Quéro (1984), o primeiro exibe um sulco horizontal profundo de cada lado da nuca, olhos algo grandes, focinho um tanto longo e a primeira barbatana dorsal mais próxima das barbatanas pélvicas do que das barbatanas peitorais; e o segundo não exibe sulcos na nuca, tem olhos algo pequenos, focinho curto e a primeira barbatana dorsal mais próxima das barbatanas peitorais do que das barbatanas pélvicas. Luís M. Arruda (1998)

Bibl. Ferreira, E. (1939), Seláceos dos Açores. Açoreana, 2, 1: 79-97. Instituto da Conservação da Natureza (1993), Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, vol. III: Peixes Marinhos e Estuarinos. Lisboa, ICN. Quéro, J.-Q. (1984), Alopiidae In Whitehead, P. J. P., Bauchot, M.-L., Hureau, J.-C., Nielsen, J. e Tortonese, E. (eds.), Fishes of the North-eastern Atlantic and the Mediterranean. Paris, UNESCO: 91-92.