almeirão-branco

Nome pelo qual são conhecidas as plantas da família das compostas pertencentes a Crepis capillaris var. capillaris (Palhinha, 1966). C. capillaris var. capillaris caracteriza-se por ervas anuais ou bianuais, multicaules, de caules de 20 a 100 cm longos e muito ramificados, de folhas glabras ou poucos pêlos, sendo as basilares numerosas, lanceoladas a oblanceoladas, de obtusas a agudas, denticuladas a liradas, 1 ou 2-penatipartidas, atenuadas na base e as caulinares semelhantes mas menores, sésseis e amplexicaules com a base sagitada, de capítulos numerosos, pauci- a multifloros, de 3 a 6 mm largos e corimbosos, de brácteas glabras a tomentosas com pêlos glandulosos e dispersos, sendo as externas 1/3-1/2 tão longas como as internas, de receptáculo alveolar-ciliado, de lígulas amarelas geralmente avermelhadas na face externa, de aquénios muricados e 10 costados e de papilho com pêlos escábridos e livres. Vive nas bermas dos caminhos e estradas, incultos e terras cultivadas, juntamente com plantas antropocóricas (Sjögren, 1973). Ocorre em todo o arquipélago. Encontra-se na Madeira e nas Canárias. Distribui-se pela Europa central, ocidental e austral e África boreal. A primeira notícia de que este taxon ocorre nos Açores foi dada em 1787 por Forster para o Faial. Em 1844, Seubert indica-o para a Terceira e nesse mesmo ano Watson refere-o para as Flores. Drouët (1866) veio a encontrá-lo na Graciosa. Desde essa altura tem-se verificado a sua rápida expansão no arquipélago açoriano (Watson, 1870; Trelease, 1897; Tutin e Warburg, 1932; Hansen, 1971; Pinto-da-Silva e Pinto-da-Silva, 1974). José Ormonde (Jun.1996)

Bibl. Drouët, H. (1866), Catalogue de la flore des îles Açores précédé de l’itinéraire d’un voyage dans cet archipel. Mémoires de la Société Académique de l’Aube, Paris, 30. Forster, G. (1787), Plantae Atlanticae ex Insulis Maderae, Sti Jacobi, Adsansionis, Stae. Helenae et Fayal reportatae. Commentationes Societates Regire Scientiarum Gottingensis, 9: 46-74. Hansen, A. (1971), Contributions to the flora of Azores (especially Santa Maria and São Miguel). Anuário da Sociedade Broteriana, 37: 87-112. Palhinha, R. T. (1966), Catálogo das Plantas Vasculares dos Açores. Lisboa, Sociedade de Estudos Açoreanos Afonso Chaves. Pinto-da-Silva, A. R. e Pinto-da-Silva, Q. G. (1974), Ferns and flowering plants of the Azores collected in May-July 1964 during an excursion dircoted by Prof. Pierre Dansereau. Agronomia lusitanica, 36, 1: 5-94. Seubert, M. (1844), Flora Azorica. Bona, Adolphum Marcum. Sjögren, E. (1973), Recent changes in the vascular flora and vegetation of the Azores Islands. Memórias da Sociedade Broterina, 22: 1-453. Trelease, W. (1897), Botanical observations on the Azores. Eight Annual Report of the Missouri Botanical Garden: 77-220, plate 12 - plate 66. Tutin, T. G. e Warburg, E. F. (1932), Contributions from the University Herbarium, Cambridge. The Journal of Botany, British and foreign, Londres, 70: 7-13, 38-46. Watson, H. C. (1844), Notes on the Botany of the Azores. Hooker, The Londres Journal of Botany, 3: 582-617. Id. (1870), Botany of the Azores, In Godman, F. C., Natural History of the Azores, or Western Islands. Londres, J. Van Voorst: 113-288.