Almada, conde de

(D. Lourenço José Boaventura de Almada) [N. Lisboa, 14.6.? - m. ibid., 11.5.1814] Filho do 1.º capitão-geral dos Açores, D. Antão Vaz de *Almada, foi do Conselho de Sua Alteza Real o Príncipe Regente, Senhor de Pombalinho e de Reguengos dos Lagares de El-Rei, alcaide-mor de Proença-a-Velha, deputado à Junta dos Três Estados, comendador da Ordem de Cristo e, por hereditariedade, oficial-mor e mestre-sala da Casa Real, cargo que tinha sido conferido a um seu antepassado por carta de 14.7.1696. Por decreto de 4.5.1793, D. Maria I concedeu-lhe o título de conde de Almada. Foi nomeado 3.º capitão-geral dos Açores, em 1799, na sequência de um pedido da Câmara de Angra, em 1797, e vinha substituir o governo interino que se formara nos termos da lei, depois da morte do 2.º capitão-geral, Dinis Gregório de Melo e Castro. O seu governo começou por ser muito bem aceite e disciplinador da governação anterior, mas depois da morte da mulher, com 28 anos, em seguida a parto, em 1801, o que lhe causou forte choque emocional, modificou-se. Foi o conde acusado de se envolver em aventuras amorosas e de se vingar de disputas por ciúme, mandando prender arbitrariamente os seus rivais. Não constam medidas notáveis de especial alcance económico ou social no seu mandato, que terminou em 1804, para além das costumadas instruções às câmaras no sentido de evitar vexames aos povos e promover a agricultura. J. G. Reis Leite (Set.1996)

Bibl. Drummond, F. F. (1981), Anais da Ilha Terceira. 2.ª ed., Angra do Heroísmo, Secretaria Regional de Educação e Cultura, III: 104 e segs. Maia, F. A. M. A. (1988), Capitães-Generais (1766-1831). 2.ª ed., Ponta Delgada, Instituto Cultural de Ponta Delgada: 81 e segs.