alma, roupa de (ou vestido de alma)
O melhor fato completo, masculino ou feminino, incluindo a roupa interior, deixados por alguém ao morrer e que a família, por sufrágio da sua alma, dá de esmola a uma pessoa pobre do mesmo sexo e mais ou menos do mesmo talhe. A observância deste costume vem de tempos remotos nos Açores. Veja-se, por exemplo, o testamento de uma Iseu Pacheco de Lima, datado de 1591, onde se mencionam um manto, um hábito e uma vasquinha que o testamenteiro devia dar a uma «moça» à sua escolha (Afonso, 1978: 40). Por zombaria, diz-se de alguém vestido com roupa mal ajustada à sua compleição que parece vestido por alma. Eduíno de Jesus (Out.1997)
Bibl. Afonso, J. (1978), O Trajo nos Açores. Angra do Heroísmo, Instituto Histórico da Ilha Terceira.
