alfonsim
Segundo Collins (1954), um dos nomes vulgares usados para referir a espécie de peixe Beryx decadactylus (Berycidae) também conhecida por *imperador e regulado. Sampaio (1904), Fowler (1936) e Martins (1981) indicam o nome imperador para esta espécie, mas este último autor acrescenta o nome arregalado. Mais, Collins (1954) indica também alfonsim como o nome vulgar de Beryx splendens (Berycidae). Mais ainda, o Instituto da Conservação da Natureza (1993) indica para esta espécie os nomes *príncipe e arregalado. Enfim, o nome alfonsim, que também aparece escrito como alfoncim, é, certamente, uma «apropriação» do nome vulgar inglês alfonsino destas espécies. Morfologicamente, o imperador em relação ao alfonsim tem o corpo e o pedúnculo caudal mais altos e maior número de raios moles na barbatana dorsal. Também podem observar-se diferenças na forma das barbatanas peitorais e pélvicas e das escamas. Do ponto de vista anatómico, o imperador tem mais secos pilóricos (74 a 100) do que o alfonsim (23 a 30). Ambas as espécies vivem junto ao fundo, entre 400 e 600 m de profundidade.
Não obstante a confusão entre os nomes vulgares destas espécies, resultante da sua semelhança morfológica, nas estatísticas da pesca nos Açores aparecem diferenciados os nomes alfonsim e imperador.
Tradicionalmente, a pesca é artesanal, efectuada com pequenos barcos de bocaaberta, mas, actualmente, também com traineiras, associada à do goraz, do pargo e de outras espécies, até 400 m de profundidade. As artes de pesca utilizadas são, habitualmente, a gorazeira, o espinhel e o troll.
Trata-se de uma espécie importante, de ambos os pontos de vista da quantidade e do valor comercial, entre as descarregadas nos portos do arquipélago. Segundo dados do Serviço Regional de Estatística dos Açores, a qualidade desembarcada cresceu desde 1990 até 1994, quando foram capturados 404 466 kg, a quinta espécie mais capturada nesse ano, mas diminuiu no ano seguinte. O seu valor, em milhares de escudos, tem crescido, embora de modo oscilatório. No quadro 1 registam-se os valores da pesca descarregada, em quilos e em milhares de escudos, entre 1990 e 1995. Luís M. Arruda (Fev.1996)
Bibl. Collins, B. L. (1954), Lista de peixes dos mares dos Açores. Açoreana, 5, 2: 103-142. Fowler, H. W. (1936), The marine fishes of
