alfacinha
Nome atribuído a plantas da família das Compostas pertencentes a espécies dos géneros Leontodon e Lactuca. As duas espécies próximas Leontodon filii e L. rigens são conhecidas pelos nomes patulago-maior e patulago-menor, respectivamente (Palhinha, 1966).
Lactuca watsoniana caracteriza-se por ervas perenes subarrosetadas, de caules com até 2 m longos e erectos, de folhas sinuado-dentadas, pruinosas, tearâneas na face abaxial, sendo as inferiores ovado-obtusas e contraídas num pecíolo alado, e as superiores ovado-lanceoladas, sésseis e sagitado-amplexicaules, de panículas corimbosas, de capítulos com cinco flores tubulosas, de lígulas azuladas e de aquénios com o corpo 3-2 vezes mais longo que o rostro. Aparece entre 500-900 m de altitude, em sítios permanentemente húmidos como grutas e ravinas de crateras, sendo diferencial de Festucetum jubutae (Sjögren, 1973). Constitui endemismo açórico e tem sido encontrada nas ilhas do Faial, do Pico, de S. Jorge, da Terceira e de S. Miguel. Existe em poucas localidades e apresenta-se com baixa frequência. Bastante ameaçada, será necessário proceder à sua protecção e têm sido feitas propostas nesse sentido (Sjögren, 1984, 1991). Watson (1844) foi o primeiro botânico a encontrá-la, na caldeira do Faial, de que colheu apenas grandes folhas. Drouët (1866) voltou a encontrá-la naquela zona e atribuiu as plantas raras, belas e grandes ao género Lactuca. Trelease (1897) descreveu uma espécie, baseado em plantas colhidas na ilha do Pico, e designou-a como Lactuca watsoniana, homenageando deste modo o botânico inglês. José Ormonde (Mai.1996)
Bibl. Drouët, H. (1866), Catalogue de la flore des îles Açores précédé de litinéraire dun voyage dans cet archipel. Mémoires de la Société Académique de lAube, Paris, 30. Palhinha, R. T. (1966), Catálogo de Plantas Vasculares dos Açores. Lisboa, Sociedade de Estudos Açoreanos Afonso Chaves. Sjögren, E. (1973), Recent changes in the vascular flora and vegetation of the Azores Islands. Memórias da Sociedade Broteriana, 22: 1-453. Id. (1984), Açores. Flores. Horta, Direcção Regional do Turismo. Id. (1991), Which plants of Azorean flora should be protected - sugestions and methods, In Dias, E., Carretas, J. P. e Cordeiro, P. (eds), 1.as Jornadas Atlânticas de Protecção do Meio Ambiente. Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde (Angra do Heroísmo, 25 de Janeiro-1 Fevereiro de 1988). Angra do Heroísmo, Secretaria Regional do Turismo e Ambiente / Direcção Regional do Ambiente / Câmara Municipal: 166-168. Trelease, W. (1897), Botanical observations on the Azores. Eight Annual Report of the
