alface
HISTÓRIA NATURAL E CULTURA Nome vulgarizado da espécie botânica Lactuca sativa (Compostas ou Asteráceas). Erva bienal, de raiz primária delgada; roseta de folhas basilares; caules floríferos erectos até 100 cm de altura, com folhas caulinares sésseis, e inflorescência uma densa panícula corimbosa com numerosas flores de lígulas amarelo-pálidas (Franco, 1984).
A alface é frequentemente cultivada como planta hortícola em todos os lares açorianos, para consumo próprio e para abastecimento dos mercados locais. Faz parte integrante das refeições sob a forma de saladas e em sopas. O seu cultivo é sempre próximo das habitações, em hortas do tipo familiar. As plântulas são obtidas por sementeira em viveiro ao longo de todo o ano e transplantadas para covachos em terreno fresco de meia sombra, bem preparado e fertilizado. Exige regas frequentes e defesa contra predadores, nomeadamente lesmas e caracóis. São diversas as variedades desta planta, com destaque para as do tipo francês (arrepolhado, de folhas lisas) e do tipo frisado. Ilídio Botelho Gonçalves (Jun.1996)
MEDICINA POPULAR A alface, além de nutritiva, refrescante e aperitiva é, na medicina popular, utilizada como depurativa, analgésica, sedativa, hipoglicemiante, para combater asmas, bronquites, diabetes, menstruações dolorosas, tosses, insónias e hiperexcitabilidade nervosa. Usa-se um cozimento de 40 g para um litro de água, deixando ferver alguns minutos. Toma-se à noite, antes de dormir. Também é empregue no tratamento de abcessos, furúnculos, queimaduras e de inflamações oculares. Francisco Dolores (Mar.1996)
Bibl. Franco, J. A. (1984), Nova Flora de Portugal (Continente e Açores), vol. II: Clethraceae-Compositae. Lisboa, Sociedade Astória. Palhinha, R. T. (1966), Catálogo das Plantas Vasculares dos Açores. Lisboa, Sociedade de Estudos Açoreanos Afonso Chaves. Thierry, C. (s.d.), Plantas que Curam. 2.ª ed., Lisboa, Biblioteca Agrícola.
