Albuquerque, conde de

Foi primeiro conde de Albuquerque, por decreto de 19 de Março de 1909, Duarte de Andrade *Albuquerque Bettencourt, filho de João de Bettencourt de Andrade Albuquerque e de D. Carolina Borges da Câmara de Medeiros. O título foi-lhe atribuído para galardoar os relevantes serviços que prestou como militante do movimento da “livre administração dos Açores pelos açoreanos”, como deputado autonomista (1904), etc., na conquista do regime autonómico dos distritos das ilhas adjacentes.

Extintos os títulos de nobreza após a implantação da República, eles continuaram, todavia, a ser usados, mesmo fora de enquadramento na ordem jurídica, por quantos pretendiam, assim, manter a tradição familiar e prestar homenagem aos seus antecessores. Os interessados recorreram primeiro à jurisdição do último rei de Portugal, D. Manuel II, no exílio e, depois da morte deste, à da Casa de Bragança chefiada, sucessivamente pelos duques D. Duarte Nuno e por seu filho D. Duarte Pio, a partir de 1948 através de um organismo, também desprovido de personalidade jurídica, denominado “Conselho de Nobreza”. Neste contexto, foi reconhecido por esse Conselho, por alvará de 15.10.1967, o direito ao uso deste título ao neto do 1º conde, Duarte Diniz de Andrade Albuquerque Bettencourt (1916-1995) e, depois, por alvará de 14.4.95 sucessivamente à filha primogénita e sucessora deste, D. Maria Margarida Barbosa de Andrade Albuquerque de Athayde e, por cessão desta a seu filho primogénito, a Augusto Duarte de Andrade Albuquerque Bettencourt, que actualmente usa o título. Augusto de Athayde (1998)

Bibl. Anuário da Nobreza de Portugal (1985), Lisboa, III, 1: 182 e segs. Athayde, A. (1997), Livro de Família. Lisboa, ed. do autor, I. Bettencourt, J. A. A. e Bettencourt, L. F. A. A. (1911), Subsídios para a História Genealógica Insulana, Estudo I: Andrades da ilha de S. Miguel. Lisboa, Sep. do Tombo Histórico Genealógico de Portugal. Nobreza de Portugal e do Brasil (1960), Lisboa, Ed. Enciclopédia, II.