Alarme (O)
1 Semanário, publicado em Ponta Delgada, com início a 5.9.1907 e término a 2.10.1907, com o n.º 4. Teve como editor e proprietário A. Carlos Pacheco. Contém dados biográficos de algumas personalidades micaelenses, trechos humorísticos e charadas. 2 Com o subtítulo de Semanário Republicano, este jornal saiu a lume a 1.1.1911, em Angra do Heroísmo, com as dimensões de 43 x 30 cm. Ficha técnica: director e proprietário - José Sebastião d Ávila Júnior; editor - Manuel E. de Sousa Júnior; composição - Tipografia dO Alarme, R. de S. João, 100; redacção e administração - R. de S. João, 100; impressão - Tipografia Sousa & Andrade, R. de Lisboa, 111 e 113. Último número que se conhece: ano I, n.º 34, 20.8.1911. No n.º 1704 do jornal angrense O Tempo (27.8.1911), Sérgio de Sousa Medeiros declara que o número de O Alarme que deveria ser publicado naquela data não o foi devido a entraves «[...] promovidos por alguns caracteres mesquinhos [...]» postos aos impressores. Alterações à ficha técnica: n.º 9, 26 de Fevereiro - Ávila Júnior, professor na Feteira, foi substituído por Manuel E. de Sousa Júnior, ficando como editor Domingos Tomé (Espediente, p. 1, col. 1 de O Alarme de 5 de Março). A redacção e administração passou para a R. do Tempo, 7; n.º 12, 19 de Março - Manuel Eusébio de Sousa Júnior acumulou as funções de director, proprietário e editor; n.º 28, 9 de Julho - a composição passou a ser feita na Tipografia Sousa & Andrade; n.º 32, 5 de Agosto - Fernando de Sousa Medeiros substituiu Manuel Eusébio de Sousa Júnior, que partiu para Lisboa para fazer parte da redacção de A República. No número seguinte a redacção e administração transitou para a R. do Infante D. Henrique, n.os 84, 84-A e 86; n.º 34, 20 de Agosto - Sérgio de Sousa Medeiros figura como director, proprietário e editor.
As divergências no seio dos republicanos reflectiram-se neste jornal, que mudou várias vezes de proprietário, director e de orientação política. Numa primeira fase defendeu a unidade dos republicanos e na ponta final atacou o político republicano dr. Henrique Braz. No geral, defendeu os princípios republicanos, assumindo uma feição anticlerical moderada e tratando, essencialmente, de assuntos locais. Vanda Maria Belém (Nov.1996)
3 Jornal da Horta, de que saiu um único número em 4.5.1914, fundado por Benedito José Cândido, seu proprietário, editor e director. Apresentava-se como «folha semanal» e com dois objectivos: ser um brado enérgico de protesto contra «a canzoada vil» que se movia em campanha contra a Santa Casa da Misericórdia do Hospital da Horta e defender a reeleição de José Machado Teixeira, que presidia então à mesa administrativa daquela instituição contra a atitude deplorável e triste de certos políticos que, por simples despeito, faziam guerra à mesma, trazendo essa atitude prejuízos aos negócios da Misericórdia. No entanto, uma das pessoas visadas pelos artigos contidos na «folha», informada antecipadamente, comprou todos os exemplares aos rapazes que o iam vender pelas ruas da cidade e a «folha» não voltou a publicar-se. Carlos Lobão (Mar.1996)
Bibl. Lima, M. (1934), Anais do Município da Horta. Famalicão: 533. Medeiros, F. S. (1911), Esplicando (sic). O Alarme. Angra do Heroísmo, 5 de Agosto, 32. Id. (1911), Partida. A União, Angra do Heroísmo, 27 de Julho, 5174. Sousa Jr., M. E. (1911), Despedida. O Alarme. Angra do Heroísmo, 30 de Julho, 31.
