agrimónia

HISTÓRIA NATURAL Nome comum da espécie botânica Agrimonia eupatoria subesp. grandis (Rosáceas). Hemicriptófito herbáceo rizomatoso, de caule recto, até 150 cm de altura; folhas basilares vilosas, geralmente sem rosetas; pétalas amarelo-douradas, obovadas; hipanto maduro obcónico a turbinado (Franco, 1971). A agrimónia está esparsamente representada em todo o arquipélago, excepto na ilha do Corvo, desde o litoral até aos 400 m de altitude. As flores são levemente aromáticas. O seu habitat preferido são terrenos incultos, beira de caminhos e sebes; é tida como planta naturalizada nos Açores. Não apresenta qualquer interesse económico. São, contudo, reconhecidas as propriedades medicinais da agrimónia como adstringente, anti-inflamatória, cicatrizante - angina, rouquidão, inflamação da boca, feridas; diurética e tonificante da bexiga, etc. (Corsépius, 1986). Ilídio Botelho Gonçalves. (Jun.1996)

MEDICINA POPULAR Nos Açores é sobretudo usada para clarear a voz, combatendo a rouquidão, anginas e inflamações da boca, sob a forma de decocção, para gargarejos, com um punhado de folhas e flores da planta para um litro de água. Também utilizada para lavar feridas. A infusão, com a porção de duas colheres de sopa para um litro de água, serve para cólicas menstruais, diarreias, inflamações da bexiga, rins e vesícula. Francisco Dolores (Mar.1996)

Bibl. Franco, J. A. (1971), Nova Flora de Portugal (Continente e Açores), vol. I: Lycopodiaceae-Umbelliferae. Lisboa, Sociedade Astória. Corsépius, Y. (1986), Algumas Plantas Medicinais dos Açores. Damaia, Printipo. Palhinha, R. T. (1966). Catálogo das Plantas Vasculares dos Açores. Lisboa, Sociedade de Estudos Açoreanos Afonso Chaves. Thierry, C. (s.d.), Plantas que curam. 2.ª ed., Lisboa, Biblioteca Agrícola.