agrião-moiro
Nome vulgar de Lepidium sativum (Cruciferae). Lepis em grego significa «escama», possivelmente uma referência ao aspecto do fruto. Planta dicotiledónea, originária do Egipto e Ásia Central, é hoje cosmopolita. Nos Açores é por vezes cultivado e também aparece fugido da cultura.
HISTÓRIA NATURAL Planta herbácea, anual, cujo porte pode variar entre 20-40 cm. As folhas basilares são longamente pecioladas, 1-3 pinatífidas e as caulinares lineares. Caule erecto e ramificado. Flores com pétalas de 2-3 mm de coloração branca, por vezes com ligeira tonalidade lilás, dispostas em cachos densos terminais. Fruto, silíqua, com 5 x 3-5 mm suborbicular e estreitamente alado no cimo. Sementes, geralmente duas, cada uma pendente do ápice dum lóculo.
CULTURA E UTILIZAÇÃO É uma planta muito pouco exigente, mas prefere solo fértil, com poder de retenção de água e um lugar ensolarado. Deve ser semeada em linhas afastadas 30 cm, bem à superfície. Podem fazer-se sementeiras sucessivas a partir do início da Primavera ou do Outono, com intervalos de 2-3 semanas. Cada sementeira pode produzir 2-3 cortes, se o primeiro for efectuado enquanto a planta está bem tenra. Quando para as saladas de «mostarda e agrião», as sementes deste são calcadas sobre papel absorvente ou outro material estéril e colocadas num recipiente com água. Germinam às escuras e só depois da emergência são colocadas à luz. A mostarda é semeada 3-4 dias depois, porque germina mais rapidamente do que o agrião.
As folhas são utilizadas em sopas e por vezes, enquanto tenras, em saladas. Com o advento das saladas de plantas pouco após a germinação, uma das mais populares é a «mostarda e agrião», onde se utiliza o agrião-moiro. Raquel Costa e Silva (Out.1996)
Bibl. Franco, J. A. (1971), Nova Flora de Portugal (Continente e Açores), vol. I: Lycopodiaceae-Umbelliferae. Lisboa, Sociedade Astória: 226. Palhinha, R. T. (1966), Catálogo das Plantas Vasculares dos Açores. Lisboa, Sociedade de Estudos Açoreanos Afonso Chaves: 93. The New Royal Horticultural Society Diccionary of Gardening (1992), Londres, MacMillan Press Ltd., III: 45.
