adanar

v. Forma prostética e metatética de nadar usada pelo povo dos Açores. Concorre com *anadar e com a forma erudita nadar (do lat. natare). Encontra-se, por exemplo, numa cantiga recolhida em Teófilo Braga, que começa: «Lá no mato salta a cabra, / no mar adana a baleia [...]» (Braga, 1869: 77). Vitorino Nemésio também usa esta forma popular na fala do protagonista do conto «Quatro prisões debaixo de armas»: «Co a força do vento e da ressaca custava munto a adanar» (Nemésio, MPM: 159). Esta variante é também corrente no Algarve. Eduíno de Jesus (1998)

Bibl. Braga, T. (1869), Cantos Populares do Arquipélago Açoriano. Porto, Tip. da Livraria Nacional.