Actualidade (A)

1 Revista ilustrada, publicada em Ponta Delgada. Com um plano inovador na imprensa regional, circulava entre as comunidades açorianas de Lisboa, Brasil, América do Norte e ilhas Sandwich. Era distribuída gratuitamente em hotéis, clubes e cafés das principais cidades europeias, bem como aos membros do governo, deputados e consulados. Procurou dar a conhecer os Açores, integrando-se nos objectivos da primeira campanha organizada para esse fim. Propôs-se traduzir em língua estrangeira os artigos descritivos mais importantes sobre o arquipélago. Teve como director literário Victor Cabral e director artístico Ferreira Cordeiro. Publicou-se entre 3.10.1897 e 19.2.1899. 2 Semanário católico, publicado em Ponta Delgada. Teve como director o padre Ernesto Ferreira e como editor e proprietário J. I. Ferreira. Apresentou-se como independente, regionalista e defensor do renascimento das tradições. O n.º 1 saiu a 5.2.1920 e terminou a 29.9.1926, com o n.º 347. Com a saída do padre Ernesto Ferreira, por motivos de saúde, passou a ter como proprietário e editor M. Maria Rebelo e director M. Caetano Pereira, em Setembro de 1922. Aumentou de formato, iniciou a II série com uma publicação bissemanal, do n.º 123 ao n.º 181. Como linha dominante sobressaiu a divulgação dos valores da Igreja e a defesa do regresso à tradição dos costumes. No campo da política regional inseriu alguns artigos em defesa da autonomia. Teve colaboradores em várias ilhas, sendo de destacar em S. Miguel, na área histórico-literária, Cortes-Rodrigues, Rebelo Bettencourt, Urbano Mendonça Dias e, na área económica, Silvano Pereira. Carlos Enes. (Mai.1996)

 3 Jornal semanal, editado às quintas-feiras, na Horta, entre 1 de Janeiro de 1891 e 25 de Fevereiro de 1892 (número 60). Da responsabilidade de António *Baptista, imprimia-se na Typografia de A Actualidade, primeiro na Rua de S. João, 74, depois na Calçada da Paiva, 4. No editorial, A Actualidade, a propósito da situação nacional resultante das «complicações diplomáticas com a Inglaterra», definia-se como defensor «[...] do que for justo, e de nos defendermos a nós mesmos de agressões e de machinações, que vimos occupar um logar humilde na imprensa periodica desta ilha.

O titulo de Actualidade com que nos apresentamos, define a nossa bem intencionada posição e a nossa missão de justiça, de espectativa e de verdade». Formato 48 cm, 4 páginas, 4 colunas. Descrição com base nos números 1 a 50 (10.12.1891). Luís M. Arruda (2002)