Açoriano (O)
Jornal publicado na ilha do Faial de 1883 a 1896. Impresso na Tipografia Guttenberg (R. do Mercado, 35), com quatro páginas a cinco colunas, mancha 42 x 30 cm, foi semanário até Dezembro de 1894. Interrompeu, então, a sua publicação, reaparecendo como diário em 2.3.1895, mantendo quatro páginas, mas alterando o seu formato para quatro colunas, mancha 36 x 23 cm. Assim permaneceu até 12.8.1896, quando terminou a sua publicação. Foi seu primeiro proprietário (e principal redactor) Manuel Garcia Monteiro, que, desde logo, explica que «este jornal publica-se afinal por uma razão muito simples: muitos gostam de possuir a sua casa, como muita gente que escreve gosta de ter o seu jornal» (O Açoriano, ano 1, n.º 1, 9.9.1883). Ao longo da sua existência nele colaboraram importantes nomes da intelectualidade faialense como Florêncio Terra, Rodrigo Guerra Júnior, Manuel Zerbone Júnior, Manuel Joaquim Dias, João José da Graça e Henrique das Neves, entre outros. A partir de Maio de 1885, devido à partida de Garcia Monteiro para os Estados Unidos da América, a propriedade do jornal passa para Jacinto A. de Bettencourt Jr., ficando a direcção da Tipografia Guttenberg (a que pertence O Açoriano) confiada a Manuel Ferreira da Silva e a administração entregue a Fernando Ribeiro dOliveira. Exerceram ainda o cargo de administradores e editores do jornal Luís Gonzaga da Silva e Francisco S. Garcia. Em 1895, O Açoriano regressou aos seus antigos proprietários, sendo administrador e editor novamente Fernando Ribeiro dOliveira. Foi então decidido fazê-lo passar a jornal diário «porque o estabelecimento do cabo telegraphico veiu crear no publico um espirito de curiosidade que um semanal não satisfaz» (O Açoriano, ano 13, n.º 1, 2.3.1895). Professando repetidamente que «se absterá sempre de entrar em questões de política partidária, porque não é um jornal político» (ibid.), O Açoriano constitui hoje uma importante fonte de estudo pela riqueza e diversidade das informações que veicula. Jorge Costa Pereira (Out.1996)
