Açores (Os)

1 Folha semanal consagrada aos interesses açorianos, publicada em Angra do Heroísmo. Teve como editor António Gil e administrador José Sampaio. O n.º 1 saiu a 10.8.1879 e terminou no n.º 48, a 22.6.1880. Com correspondentes em várias ilhas, preocupou-se na secção política em apreciar as medidas governamentais sobre os Açores ou aquelas que interferiam com interesses açorianos. A nível da Terceira debruçou-se, em vários artigos, sobre o problema dos «derrubamentos» em propriedades rústicas. 2 Semanário de Ponta Delgada que iniciou a sua publicação a 14.2.1904 e terminou no n.º 12, a 1 de Maio do mesmo ano, devido a doença do director, Augusto Loureiro. Teve como editor J. M. da Ponte. Para além de noticioso, publicou algumas poesias, contos e novelas. Empenhado na defesa do desenvolvimento e progresso micaelenses, prestou úteis informações sobre várias indústrias da ilha. 3 Jornal semanário, republicano e independente, publicado em Angra do Heroísmo. Teve como editor, proprietário e director Miguel Forjaz, que o redigiu na sua quase totalidade. Iniciou a publicação a 15.5.1919 e terminou no n.º 12, a 12 de Agosto do mesmo ano. O jornal surgiu em vésperas de eleições para defender o projecto de «ampla autonomia» ou «autonomia integral» que vinha sendo discutido e apoiado por vários sectores micaelenses. Em Angra, os mesmos projectos não tinham grande aceitação e, por isso, procurou esclarecer os leitores, definindo conceitos para que o projecto não fosse confundido com intenções separatistas. A publicação terminou logo após o acto eleitoral. 4 Revista mensal ilustrada, publicada em Ponta Delgada. O n.º 1 saiu em Julho de 1922, tendo como director artístico Domingos Rebelo e director gerente José Barbosa. A revista surgiu no contexto de um movimento político-cultural, conhecido por *açorianismo, em que se defendia o regresso à tradição e a propaganda das ilhas dos Açores. A revista tinha, assim, por objectivo divulgar as belezas do arquipélago, revelar as vidas intelectual, artística e comercial e enaltecer valores individuais, tornando os Açores mais conhecidos pelos próprios açorianos, pelos continentais e pelos emigrantes. A primeira série, com periodicidade irregular, terminou com o n.º 12, em Julho de 1925. Em Janeiro de 1928, iniciou-se a segunda série, dirigida por José Barbosa. Inteiramente remodelada e com muitas ilustrações, a revista cumpriu com qualidade os objectivos traçados, com correspondentes em várias ilhas, Lisboa, Coimbra e nas colónias de emigrantes do Brasil e América do Norte. Terminou com o n.º 12, em Dezembro do mesmo ano. No conjunto das duas séries, ficaram registados vários apontamentos biográficos, preciosas informações sobre indústrias açorianas e outras actividades económicas, notícias históricas, literárias e culturais, ilustradas com desenhos de Domingos Rebelo. Em vários números incluíram-se reportagens sobre as colónias de emigrantes da América do Norte e a vida mundana estava bem documentada em diversas facetas com numerosas fotografias. Carlos Enes (Mai.1996)