acanto

Nome vulgar de Acanthus mollis (Acantaceae), também denominada erva-gigante. Planta mediterrânica, foi cultivada por gregos e romanos nos jardins. Diz-se que foram as folhas desta planta, muito comum na Grécia, que inspiraram os capitéis coríntios da arquitectura daquele país. Virgílio descreve o vestido de Helena de Tróia, com um bordado reproduzindo o acanto.

Planta herbácea cujo caule atinge a altura de 100 a 200 cm. As folhas basilares são muito decorativas, o limbo de 20-60 x 5-15 cm ovado, de segmentos inciso-dentados e com um longo pecíolo, as folhas caulinares superiores atingem apenas 1-3 cm, são dentado-subespinhosas e sésseis; brácteas com cerca de 4 cm. As flores apresentam corolas de 3,5-5 cm brancas com nervuras violáceas, estão dispostas em espigas terminais densas, com mais de 1 m de altura, grandes brácteas, dentado-subespinhosas; cada flor apresenta um par de bractéolas; o cálice com 4-5 cm 4-partido com os segmentos superior e um inferior grandes e os laterais muito pequenos. O fruto é uma cápsula ovóide com 2 a 4 sementes.

A divisão é a forma mais rápida de propagar estas plantas. Pode praticar-se no Inverno. Por vezes a parte aérea morre, mas as raízes suculentas permanecem vivas e rebentam na Primavera. Também se propaga facilmente por semente, semeada logo que amadurece no fim do Verão ou início do Outono. É uma planta muito pouco exigente, mas prefere lugares ensombrados e húmidos. Os caracóis atacam-na fortemente, prejudicando o seu aspecto.

Planta ornamental cultivada em jardins, em várias ilhas dos Açores. As folhas jovens, flores e raiz depois de secas são usadas em banhos, cataplasmas e gargarejos, mas, segundo cremos, nos Açores não tem sido usada como medicinal. Raquel Costa e Silva (Nov.1995)

Bibl. Franco, J. A. (1984), Nova Flora de Portugal (Continente e Açores), vol. II: Clethraceae-Compositae. Lisboa, Sociedade Astória: 269. Segredos e Virtudes das Plantas (1990). Lisboa, Selecções do Reader’s Digest: 48.