acantáceas

Família das Dicotiledóneas, baseada no nome genérico Acanthus, constituída por ervas perenes ou arbustos, raramente árvores, de folhas simples, opostas sem estípulas, de flores zigomorfas reunidas em cimeiras especiformes dicotómicas, tendo nas últimas ramificações monocásios, frequentemente condensadas nas axilas foliares, de brácteas petalóides, de cálice 4-lobado e campanulado, de corola simpétala com tubo curto e limbo bilabiado, de fruto capsular lanceolado. Nos Açores ocorre subespontaneamente a espécie Acanthus mollis, onde se chama erva-gigante, e, ocasionalmente, como fugidas a culturas, as espécies Justicia adathoda e Strobilanthes maculatus.

J. adathoda é caracterizada por arbustos até 3 m de altura, de folhas inteiras, elíptico-oblongas e puberulentas, de inflorescências axilares, de brácteas ovadas e obovadas, de cálice campanulado, de corola branca com veios violáceos a vermelhos, profundamente bilabiada. Originária da Índia e do Sri Lanka, é muitas vezes cultivada como ornamental. Hansen (1975) indica-a para a ilha do Faial como planta fugida a jardins. Floresce durante quase todo o ano, especialmente no Verão.

S. maculata é constituída por arbustos até 1,5 m de altura, de folhas ovadas sendo as superiores elípticas, glabras a levemente escábrido-puberulentas, de inflorescência, erectas, estreitas e interrompidas, de brácteas oblongas a acuneado-oblongas, de corola azul-clara com tubo levemente curvado e limbo 5-lobado. Originária da Índia boreal, é cultivada como ornamental. Hansen (1987) indica esta espécie para a ilha de S. Miguel como fugida a um jardim. Não é provável a sua expansão na ilha de S. Miguel e na Região Autónoma dos Açores. José Ormonde (Jun.1996)

Bibl. Hansen, A. (1975), Contributions to the flora of the Azores. V. Anuário da Sociedade Broteriana, 41: 45-61. Id. (1987), Contributions to the flora of the Azores. VI. Boletim do Museu Municipal do Funchal, 39 (184): 25-37.