Exposições e Outros Crimes, de Nuno Freitas
Sobre
Confesso que não tenho muita paciência para andar á procura do perfeito e que ainda menos me interessa procurá-lo na fotografia. Gostava até, que alguém, um dia, me explicasse como se encaixa o perfeito dentro de uma caixa ou num bocado de papel. Só a ideia de perfeito aborrece-me. De morte…
Não me admira, portanto, que estas fotos me surjam naturalmente, como quem cospe dentes depois de um pontapé bem enfiado na boca…
Confesso que cometi alguns crimes nestas fotos com as minhas duplas-exposições semi-alucinadas, flashes psicadélicos, frames compulsivos a preto e branco. E, verdade seja dita, até nem me sinto mal por isso. Gosto delas assim, imperfeitas. Culpadas.
Confesso também que não me arrependo do que fiz. Talvez até peça perdão. Mas amanhã volto a fazer o mesmo...
Nuno Freitas
Inauguração: 20 julho pelas 23h00
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