AS ILHAS DE GASPAR FRUTUOSO ? uma viagem no século XXI
Sobre
Na conceção / programação desta exposição procurou-se atingir dois propósitos essenciais: primeiro o de dar visibilidade à obra de Gaspar Frutuoso, Saudades da terra -, dado que têm sido várias as solicitações feitas à BPARPD para ceder e disponibilizar o respetivo original manuscrito e, segundo, o de se ressaltar o quanto de “viagem” tem a obra frutuosiana. De “viagem”, em primeiro lugar, com a sua descrição de percursos, relevos, espaços e lugares, descrição concretizadora de roteiros que ora circundam, ora cortam pelo interior, as ilhas açorianas. E essa “viagem”, que o texto quinhentista proporciona a par e passo, é perfeitamente passível de ser transposta para o século XXI. Pela leitura de múltiplos capítulos dos livros 3º, 4º e 6º vamos reconhecendo / identificando nitidamente contornos, características e lugares hodiernos das nossas ilhas. Por outro lado, através da leitura da obra concretiza-se também uma “viagem” ao que se poderá denominar por “passado”, passado dos espaços, dos indivíduos, das famílias e das coletividades iniciais, não apenas das ilhas dos Açores, como igualmente das Canárias, da Madeira e de Cabo Verde. O trajeto da exposição, contudo, fixou-se no arquipélago açoriano. Através do texto açórico frutuosiano, que queremos primacialmente divulgar e difundir, realiza-se esta “viagem” ao que ainda hoje conhecemos e faz parte de nós, mas também ao que já não se reconhece pelo nome quinhentista, ao que se desfez, pereceu, ou que hoje poucos ou nenhuns vestígios deixou, mas que no fundo sustenta o emergir desta coletividade que nos identifica e enraíza. O exercício da leitura de Frutuoso enquanto se percorre as ilhas, a pé ou através de qualquer meio de locomoção, é um desafio que merece ainda ser tomado, como forma de nos encontrarmos com as nossas origens e com aquilo que somos. É deste modo que a Biblioteca Pública vos convida, desde a rosa dos ventos do seu átrio aos 9 painéis que falam do autor, da obra, e tomam cada uma das ilhas por referência, a (re)visitar excertos do texto frutuosiano, associados à cartografia quinhentista de Luís Teixeira (ant. 1577 – c. 1600) e às imagens hodiernas nas ilhas, num encontro com a nossa história, mas também com o nosso presente. Com essa aproximação entre “tempos” pretendemos “dessacralizar” o antigo, o erudito ou o distante que a obra de Frutuoso poderá representar, levando-a ao público em geral, e muito particularmente aos mais jovens, para que ela seja vista como uma parte importante do que somos e do entendimento que de nós poderemos ter.
Exposição patente no Museu de Santa Maria de 4 de março até 15 de abril, no seguinte horário 09.30 / 12.00 h e 14.00 / 17.00 h., nas salas de exposições temporárias do Museu de Santa Maria.
Esta exposição é uma parceria entre a Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada e o Museu de Santa Maria.
Contactos do Promotor
Rua do Museu Santo Espírito
9580-238 Vila do Porto
Telefone: 296 884844
Fax: 296 844916
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